Síntese reflexiva do texto “Novos olhares sobre a avaliação” que fala sobre quais os prejuízos que a avaliação classificatória pode causar nos alunos, e quais os benefícios da avaliação em serviço da aprendizagem.
As escolas utilizam de métodos de avaliação, objetivos, precisos e mensuráveis, que negam a individualidade dos alunos e que definem o sucesso ou o fracasso dos alunos, criando um sistema de avaliação totalmente classificatório.
As escolas utilizam de métodos de avaliação, objetivos, precisos e mensuráveis, que negam a individualidade dos alunos e que definem o sucesso ou o fracasso dos alunos, criando um sistema de avaliação totalmente classificatório.
É uma escola
que fracassa, pois não exerce uma prática avaliativa em que primem pela
qualidade do aprendizado, causando este fracasso escolar, e esses métodos de
avaliação já estão sendo usados há muito tempo pelas escolas.
As práticas
avaliativas atuais não respeitam as diferenças e impedem de ver e de sentir
cada sujeito da educação em seu desenvolvimento integral e singular. Para mudar
essa história, o educador deveria ter alguns princípios, como: comprometimento
com os juízos de valor emitidos e decisões que tomam em relação às
possibilidades e necessidades de cada estudante; respeito às diferenças dos
alunos; permanência do aluno na escola como direito do estudante e compromisso
da escola.
O educador é
comprometido com o juízo de valor que é emitido sobre o educando já que ele
observa, interpreta o que observa a partir de suas experiências de vida,
sentimentos e teorias.
Para chegar à
valoração, o educador faz uma reflexão sobre o que ele observa, então ele
interpreta os dados que observou a partir de suas próprias posturas e
concepções.
No processo
avaliativo, o educador tem grande responsabilidade sobre a qualidade do ensino,
já que é ele que escolhe os conteúdos a serem ensinados, bem como a sua
sequência, além do que é ele que escolhe e prepara o tipo de avaliação como
provas ou testes, por exemplo.
Sendo assim, é
o educador que tem responsabilidade sobre o fracasso do aluno, pois é ele que
prepara os métodos avaliativos, analisando-os e atribuindo uma nota aos alunos,
criando uma realidade escolar que é seletiva e excludente.
Todas essas
práticas que se repetem há tanto tempo pelos educadores, tem sido protegidas
por posturas comportamentalistas que colocam a culpa do fracasso escolar nos
maus professores e em alunos desatentos.
A busca
incessante por padrões de medida cada vez mais objetivos e uniformes é um dos
maiores entraves à inserção dos processos avaliativos em que há o respeito à
individualidade dos alunos.
A padronização
e o tratamento uniforme dos alunos em avaliação ajuda a criar os preconceitos
que bloqueiam a visão e quanto mais se degradam as condições sócias dos setores
populares, mas seletiva se torna a escola, ficando os estudantes pobres cada
vez mais expostos aos preconceitos que legitimam o fracasso escolar.
Para haver
respeito às diferenças que existem entre os alunos é preciso que os educadores
tenham sensibilidade, humanidade e que cooperem entre eles mesmos.
A prática
avaliativa vem sendo muito criticada, pois ela desrespeita as diferenças que
existem entre os alunos, já que ela persegue a homogeneidade, chamado de padrão
normal, e os que ficam abaixo deste padrão normal são punidos, ao modo que, os
que se aproximam deste padrão são premiados, o que resulta numa escola seletiva
e excludente ao mesmo tempo.
Com este tipo
de avaliação classificatória, o professor tende a centrar-se em critérios
próprios e é incapaz de uma aproximação com o pensar da criança, ficando
incapaz de ver diferentes respostas, de estabelecer o diálogo e a convivência
com essas diferenças.
No processo
individual de construção do conhecimento pelos estudantes, há que se levar em
consideração que eles vivem numa sociedade marcada pelas diferenças e pela
complexidade.
Para
compreender cada aluno, o educador deverá conhecer também a história de cada um
também, já que eles têm uma vivência diversificada com objetos culturais, a
religião, o folclore, o conhecimento em geral, então o aluno é um ser complexo
por natureza e só pode ser entendido na sua própria complexidade.
Por outro lado,
à medida em que os alunos estiverem expostos a uma exploração mais rica e ampla
do seu meio, bem como sofrerem provocações significativas de natureza
intelectual, maior abertura ocorrerá a novas possibilidades de entendimentos.
Mas o que se
nota é a classificação precoce por parte dos educandos de muitos alunos em
excluídos eu especiais, sem que a escola lhes favoreça experiências
significativas para abertura a novos possíveis. Um olhar de respeito às
diferenças dos alunos significa a tentativa de conhecê-los em sua
singularidade, muito mais do que encontrar meios ou critérios para argumentar
sobre o seu desempenho em comparação com os demais.
O sistema atual
de avaliação cria nos estudantes o espírito de competitividade e
individualidade, pois a escola estabelece classificações, criando premiações e
punições. Até mesmo as provas de seleção para ingresso em escolas e
universidades são fortemente responsáveis por gerar este clima de
competitividade.
Esse processo
avaliativo classificatório fundamenta-se numa concepção de tempo que contribui
para o estabelecimento de critérios competitivos e obstaculizantes ao acesso e
permanência dos alunos nas escolas e universidades, ou seja, as disciplinas e
tarefas são programadas em termos de uma sequência que deve ser cumprida
rigorosamente em um determinado período de tempo e só ela irá garantir a
aprendizagem.
Já que a escola
tem o tempo de fazer as provas, o tempo de anunciar os resultados, o tempo da
revisões de conteúdos, então há que se fazer um controle mais rígido sobre a
presença e participação do aluno, pois cada momento do trajeto é crucial.
Esse tempo
escolar é fragmentado em períodos (bimestres, semestres, anos), de tal forma
que a evolução do aluno se dá pela soma das partes, através de médias finais,
desconsiderando-se a relação entre uma tarefa e outra, um bimestre e outro, uma
série e outra da vida escolar.
Então esse
processo de avaliação resulta em análises quantitativas sobre o desempenho do
aluno, destituídas da qualidade desse tempo percorrido em termos de uma
verdadeira compreensão dos assuntos trabalhados.
Por outro lado,
uma ação avaliativa tornaria mediadora à medida em que focaliza o processo,
transformando-se no elo entre as tarefas de aprendizagem, permitindo ao final
de uma trajetória do aluno a análise global do seu desenvolvimento.
Portanto, essa
prática de avaliação classificatória está tão presente há tanto tempo que a
maioria dos educadores vão apenas reproduzindo talvez por acreditar ser a
melhor forma de avaliação, já que ela dá total “poder” ao professor com relação
aos alunos.
Referência:
HOFFMANN, Jussara. Pontos & contrapontos: do pensar ao
agir em avaliação. 10. Ed. Porto Alegre: Mediação, 2005.
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